Missão Urbana

União Central Brasileira

O Lado Negro da Grandeza

“Ali está o mais perfeito governante que o mundo já viu… [e] agora ele pertence às eras.”

Sobre quem foi dito isso? Algum César? Não. Napoleão? Não. Alexandre o Grande? Não. Eisenhower? Patton? MacArtur… outro estrategista como Grant ou Lee ou Pershing? Que tal Rui Barbosa ou Goethe? Não. Então Lutero? Calvino? Knox? Wesley? Spurgeon? Novamente, a resposta é não.

Bom, sem dúvida, isso foi dito a um grande líder, a alguma personalidade poderosa e persuasiva, não foi? Alguém com certeza admirava seu sucesso. Quando ele tinha sete anos de idade, sua família foi forçada a sair de casa por causa de uma adversidade. Ele teve que começar a trabalhar para ajudar a família.

Com nove anos, quando ainda era pequeno, um tímido garotinho, sua mãe morreu. Aos vinte e dois, perdeu seu emprego como caixeiro de loja. Ele queria estudar Direito, mas sua formação educacional não era boa o suficiente. Aos vinte e três, ele fez uma dívida para se tornar sócio de uma pequena loja. Três anos depois, seu sócio morreu, deixando para ele uma dívida enorme na qual ele demorou anos para pagar.

Aos vinte e oito, depois de desenvolver um relacionamento romântico com uma jovem por quatro anos, ele a pediu em casamento. Ela disse não. Aos trinta e sete, em sua terceira tentativa, ele foi finalmente eleito no Congresso. Dois anos depois ele concorreu novamente e não conseguiu se reeleger. Devo adicionar que foi nessa época que ele teve o que chamamos agora de “ataque de nervos”.

Aos quarenta e um, somado um ataque do coração a um casamento infeliz, seu filho de quatro anos morreu. No ano seguinte ele foi rejeitado como Oficial de Terras.  Aos quarenta e cinco, concorreu ao Senado e perdeu. Dois anos mais tarde, ele foi derrotado na nominação para Vice Presidente. Aos quarenta e nove, concorreu ao senado novamente… e perdeu novamente.

Adicione a isso uma barreira sem fim de críticas, desentendimentos, falsos rumores, períodos profundos de depressão e perceba que não é surpresa que ele foi esnobado por companheiros e despeitado por multidões, a inveja de hoje em dia.

Aos cinqüenta e um, entretanto, ele foi eleito Presidente dos Estados Unidos… mas seu governo foi antecipado por seu assassinato. Enquanto ele estava em seu leito de morte em frente ao lugar de onde levou o tiro, um homem que fora caluniador (Edwin Stanton), disse o tributo apropriado que eu citei no início. A esta altura você já deve saber que eu estou falando do mais inspirador e considerado presidente da história da America. Abraham Lincoln, o homem do que o aniversário vamos celebrar logo.

Como somos estranhos! Somos enamorados das luzes, do aplauso do público, do respingo do sucesso. Nós raramente traçamos linhas que guiam ao auge, ainda que mais superficial. Dificuldade amarga. Abusos e injustiças desmerecidas. Perda e solidão. Falhas humilhantes. Desapontamentos debilitantes. Agonia sofrida além da compreensão no vale das fendas de cima a baixo.

Como somos míopes! Ao invés de aceitarmos o fato de que ninguém merece o direito de liderar sem primeiro perseverar através da dor e falha, nós nos ressentimos com os intrusos. Nós os tratamos como inimigos, e não amigos. Esquecemos-nos que as marcas da grandeza não são distribuídas num saco de papel por deuses caprichosos. Isso não pode ser estampado na pele como tatuagem.

Não, aqueles que realmente valem a pena serem seguidos já pagaram suas penas. Eles já foram derretidos pela fornalha, quebrados, reformados e temperados. Para usar as palavras do professor em Tarso, eles suportaram em seus corpos as “marcas de Jesus” (Gálatas 6:17). Que pequena maravilha quando alguém supera uma vida de fracassos  para “pertencer às eras”.

 

Aprofundando suas raízes
Genesis 39:19-21, 41:50-52, 45:4-8/; Provérbios 18:12; 1 Pedro 1:3-9

Ramificando
1. Escreva cinco momentos dolorosos da sua vida que contribuíram para você se tornar o que é hoje. Agradeça a Deus por esses momentos introduzidos a você.
2. Em memória de Lincoln, dê a alguém 5 reais, e se você for rico, dê 50.