Missão Urbana

União Central Brasileira

Destino Desconhecido

Você sabe para onde está indo?

O lugar? Dublin, Irlanda. O tempo? Em direção ao final do século XIX. O evento? Uma série de ataques ao cristianismo, especialmente a “ressurreição alegada” de Jesus de Nazaré. A pessoa? Thomas Henry Huxley.

Você lembra de Huxley. Discípulo devotado de Darwin. Biólogo famoso, professor e autor. Defendia a teoria da evolução. Arrojado, humanista declarado. Ensinava em suas viagens.

Terminado mais uma série de ataques públicos, contra muitas verdades cristãs sagradas, Huxley tinha pressa de, na manhã seguinte, pegar o trem para a próxima cidade. Ele pegou um dos famosos taxis puxados a cavalo de Dublin e encostou sua cabeça, com os olhos fechados, para descansar por alguns minutos. Ele “assumiu” que o porteiro do hotel havia dito ao motorista o destino, então tudo o que disse foi, “Corra…estou quase atrasado. Dirija rápido!” Os cavalos galoparam vigorosamente por Dublin. Depois de muito tempo Huxley olhou pela janela e percebeu que estava indo em direção oeste, longe do sol, e não em direção leste.

Inclinado para frente, ele gritou, “Você sabe par aonde está indo?” Sem olhar para trás, o motorista lhe disse, sem fazer piada, “Não, senhor. Mas estou dirigindo rápido!”

Essa história verídica é mais do que uma história. É um resumo inteligente não só do espírito de Huxley e seus seguidores do século XIX, mas de muitos em nossos dias. Alta velocidade, muito movimento, movimentos rápidos, mas destino desconhecido. Como Rollo May, psicólogo contemporâneo, disse: “É um hábito antigo e irônico o dos seres humanos, de correr rapidamente quando perdemos o caminho”.

Talvez isso descreva você. Pode acontecer com qualquer um – os fortes, indivíduos agressivos, também os calmos e quietos. Mesmo pessoas como o Rabbi Saulo. Ainda no primeiro século ele, assim como Huxley, estava engajado em uma missão de ataques. Arrojado, dogmático sincero, erudito, o judeu de Tarso estava ocupado colocando os cristãos onde ele sentia que deveria estar, fora de circulação! Até que… bem, até que conheceu o próprio Homem do qual ele tentava convencer aos outros de que era uma fraude. Os resultados? Uma mudança de vida. Um homem com nova visão. Uma mente transformada. Uma missão diferente. Até mesmo um nome diferente. Entra Paulo, o evangelista.

Muitos anos depois, ele chegou em Atenas. As Escrituras falam suavemente sobre Atenas como “cidade cheia de ídolos”. Pausanio, que escreveu cinqüenta anos depois de Paulo disse: “Atenas tinha mais imagens do que toda a Grécia junta.” Plínio acrescenta: “Nos tempos de Nero, Atenas tinha mais de 25 a 30 mil de estátuas públicas” (Ele não incluiu outras 30 mil da cidade de Partenon.) Petrônio uma vez zombou: “É mais fácil encontrar um deus do que um homem em Atenas.”

Aos poucos, o Rabi monoteísta e os filósofos politeístas se enfrentaram no antigo escritório oval do mundo, o famoso Areópago. Um solitário rosto estranho face a um intimidante corpo de homens poderosos. Aqueles “cabeça de ovos” tinham a aparência de esplendor. Assim como o motorista de Huxley, não sabiam para onde estavam indo. Mas estavam dirigindo muito rápido. Em um extraordinário discurso improvisado de lógica e brevidade – apenas seis sentenças que se tomam em dois minutos de leitura. Leia a história você mesmo em Atos 17: 22-31. Depois de citar (de memória!) um de seus próprios poetas, Paulo se referiu aos “deuses desconhecidos” deles, falando não somente sobre Zeus, mas sobre Jeová… não sobre encolher seus ombros para o amanhã a la velha canção Epicurista, mas sobre “julgamento…através de um homem que Ele (Deus) apontou,” tendo O ressuscitado dentre os mortos.

Boom! Fim do discurso em Atenas. Alguns começaram a zombar. Outros murmuraram, “Mmmm… interessante. Vamos nos encontrar novamente para dialogarmos juntos.” Ainda outros – talvez só alguns – passaram a acreditar nAquele que Deus ressuscitou dentre os mortos.

Com pressa ultimamente? Você vem se colocando em velocidade arriscada? Trabalhando muito até tarde…mas desconhecendo o destino? A Páscoa é questão anual de Deus. Por todo o mundo no domingo de manhã, Cristo vai inclinar-se e gritar: “Você sabe para onde está indo?” Imagine quantos serão honestos o bastante para responder, “Não, Senhor! Mas estou dirigindo muito rápido!” Talvez muitos. Mas alguns vão parar, dar a volta, e caminhar em direção ao Filho.

 

Aprofundando suas raízes
1 Reis 1:20-39; Provérbios 14:12; Atos 17:22-31