Missão Urbana

União Central Brasileira

Como alcançar os refugiados das grandes cidades

Os refugiados são aquelas pessoas que foram deslocadas de sua residência natural e que temem (por qualquer motivo) retornar. Eles podem ter sido arrancados de seu país por causa de guerras, perseguição religiosa ou política, negação de direitos civis fundamentais, e assim por diante. Os refugiados muitas vezes não têm as necessidades mais básicas de alimentos, água e abrigo. Segundo o site da Globo, o Brasil tem cerca de 5,2 mil refugiados de 79 diferentes nacionalidades. Entre as cidades do país que mais receberam pedidos de refúgio em 2013, São Paulo é a campeã, com 1.092 solicitações.

O Antigo Testamento  contem muitas referências do cuidado de Deus para com os proscritos e refugiados, incluindo as cidades de refúgio para aqueles que cometeram homicídio acidental (Num 35: 6-15). O próprio Israel se tornou uma nação de refugiados por causa da sua apostasia (como prometido em Dt 28:63-68). Seu arrependimento, no entanto, resultou em uma promessa de ser reunido e restaurado (Dt 30: 3-5; Is 11:11-12; Jr 30: 12-22). As nações ao redor de Israel também sofreram como párias (Is 16: 3 e Jr 30:16). Embora o Novo Testamento não tenha uma referência direta aos refugiados, nós sabemos que os cristãos serão julgados à luz do nosso trabalho em prol dos pobres e dos oprimidos (Mt 25:31-46), o que certamente inclui os refugiados. A ênfase de Jesus sobre nosso dever para com o nu, o sedento, o faminto, o proscrito, o doente e o preso (Mt 25:31) ainda permanece como uma base para a nossa obrigação moral de participar de forma significativa na vida dos refugiados.

Sete recomendações práticas

1. Assuma a attitude de um aprendiz. Podemos aprender muito dos refugiados se estivermos abertos. Preste atenção na maneira como se vestem e vivem.

2. Ouça, ouça, ouça. A coisa mais importante que você pode fazer é ouvir um refugiado contar sua própria história. A narração de histórias é a melhor maneira de atravessar uma lacuna cultural e construir relacionamentos. Depois de ouvir, conte sua história.

3. Atenda primeiro às necessidades básicas dos refugiados. Providencie gratuitamente mobiliário, artigos para o lar, oferta de trabalho e curso de português.

4. Nunca faça algo para uma pessoa, se essa pessoa é capaz de fazê-lo. Não devemos criar relações de dependencia. Por exemplo, ensine-os como preencher um pedido de emprego ou matrícula escolar, em vez de fazer isso por ele. Pode demorar um pouco mais, mas vale a pena no longo prazo.

5. Aprenda o máximo que puder sobre o país deles. Conhecer informações gerais sobre a sua cultura providencia temas para conversa e demonstra interesse. Tente falar algumas palavras da sua língua. Você não imagina o quanto significa para eles uma saudação em sua própria língua!

6. Esteja preparado para explicar o evangelho. Você nunca sabe quando uma oportunidade para testemunhar vai surgir. Tenha à sua disposição versos da Bíblia, folhetos, livros e boas ilustrações.

7. Fique perto de Jesus! Ore para que Ele trabalhe em você e através de você para a Sua glória.

Emilio Abdala