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Missão Urbana

União Central Brasileira

Mobilize os Membros para a Missão

 

Emílio Abdala

O Brasil viu a maior manifestação popular dos últimos 20 anos.  Os protestos da quinta-feira, dia 20 de junho, tomaram ruas e avenidas de 100 cidades, nas quais mais de 1 milhão de pessoas marcharam em defesa da redução da tarifa do transporte público, melhorias nas áreas de saúde e educação e o fim da corrupção. Tudo começou quando o Movimento Passe Livre em São Paulo (MPL) conseguiu uma verdadeira proeza: mobilizar através das redes sociais paulistanos, paulistas e brasileiros para que saíssem às ruas para protestar contra o aumento das passagens do transporte público. Embora não seja o objetivo deste artigo julgar o mérito deste movimento politico e social, nenhuma mudança é possível sem a mobilização. E o mesmo princípio se aplica à tarefa de evangelização. R. Kenneth Strachan (1968, p. 36) escreveu que: “A expansão de qualquer movimento está diretamente relacionada com o seu sucesso em mobilizar a totalidade dos seus membros em contínua e constante propagação de suas crenças.”

Uma das questões que devemos fazer ao avaliar o crescimento do Reino de Deus é: quantas pessoas estão sendo mobilizadas para a Grande Comissão?”[1]Em outras palavras, a igreja não deve apenas ser atracional, mas missional. Se você quiser evangelizar a sua comunidade, terá que formar equipes de trabalho. Um bom exemplo do uso de equipes de trabalho é o de Wayne Gordon, pastor da Igreja Comunitária em Lawndale, Chicago. Ele divide a equipe desta forma:

 

▲ Lavradores: Pessoas que preparam o solo, ajudando vizinhos e construindo amizades.

▲ Semeadores: Pessoas que plantam uma compreensão do evangelho através da partilha da mensagem de Cristo.

▲ Cultivadores: Pessoas que tiram a erva daninha, fertilizam e regam, vivendo vidas piedosas e atraentes.

▲ Ceifeiros: Pessoas que colhem a safra levando pessoas à decisão por Cristo.

 

Este novo modelo de divulgação do ministério respeita as personalidades individuais, talentos e dons de cada pessoa, por não forçar as pessoas para o papel de ceifador (Jo 4:37-38). Ele reconhece que todos devem ser “testemunhas” (At 1:8) sem esperar que todos sejam “evangelistas” (Ef 4:11-12). E como você pode recrutar trabalhadores eficazes para abalar o mundo? Calvin Ratz faz seis sugestões:[2]

1. Pregue sobre o envolvimento de voluntários no evangelismo. Faça um apelo fervoroso para os trabalhadores. Esse recurso pode não produzir muita resposta, mas pelo menos você vai sensibilizar a congregação.

2. Ore por voluntários. Jesus orou toda a noite antes de escolher os Seus discípulos (Lc 6:12). Em Mateus 9:38, Ele nos ordenou que pedíssemos ao “Senhor da colheita que envie trabalhadores para a sua seara.” Peça a Deus para mostrar a você os membros que poderiam servir de forma eficaz no evangelismo.

3. Aliste os novos convertidos. Novos convertidos possuem entusiasmo que os cristãos veteranos não costumam ter. Aproveite essa energia para a evangelização. Além disso, os novos convertidos podem alcançar novas redes de pessoas para Cristo.

4. Mobilize as pessoas pessoalmente. Jesus chamou pessoalmente os Seus discípulos a segui-Lo. Se o pastor ou oficial da igreja, pessoalmente, pede a um membro para fazer algo, a pessoa geralmente aceitará a tarefa.  Apelos do púlpito nunca serão tão eficazes como pedidos pessoais.

5. Mobilize as pessoas para tarefas específicas com prazos. Defina claramente o que você está pedindo às pessoas para fazer e quanto tempo vai demorar. Além disso, reconheça o fato de que algumas pessoas estarão dispostas a fazer algumas coisas, mas não outras. Deixe-as fazer o que estão dispostas a fazer.

6. Mobilize as pessoas para o evangelismo da amizade. Organizar programas de visitação é importante, porém o mais valioso testemunho é feito no dia-a-dia da vida. O evangelismo da amizade deve ser uma preocupação permanente para toda a congregação. Treine todos os membros da igreja (Veja o material Fator Amizade) para aproveitar as oportunidades que surgem.

7. Elogie Publicamente os Voluntários. Se você ler as Epístolas de Paulo, perceberá que ele sempre as começa ou termina com agradecimentos ou elogios aos seus companheiros de ministério.

 

 

 

 


[1] Rick Warren. The purpose driven church (Grand Rapids: Zondervan, 1995), p.32-33.

[2] Augsburger, M. S., Ratz, C. C., & Tillapaugh, F. R. (1990). Mastering Outreach & Evangelism. Mastering Ministry (68). Portland, OR: Multnomah; Christianity Today.