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Missão Urbana

União Central Brasileira

Missão Urbana

 

O ano de 2008 tornou-se um divisor de águas na história da humanidade. Pela primeira vez na história, demógrafos estimaram que mais de 50 % da população global está vivendo em áreas urbanas (DESA 2007:1-3, figs. 1.1-2, tabela 1.1). A porcentagem exata da população urbana não é um fato objetivo. As informações do Banco Mundial, apresentadas por meio da sua base de dados oficial “Indicadores do Desenvolvimento do Mundo” são obtidas através dos “escritórios de estatística nacionais”, ao invés de uma definição global padrão.[1] Na prática, definições nacionais de áreas urbanas variam significativamente.[2] Entretanto, ainda assim, pela primeira vez demógrafos concordam que a população urbana global superou a população rural. A ONU prevê que a população urbana continuará a crescer cerca 1,8 % anualmente de 2007 a 2025 (DESA 2007:4). A despeito do fato de que a população global continua crescendo, a ONU projeta que a população rural vai parar de crescer em 2020.[3] Além disso, todas as evidências indicam que uma porcentagem cada vez maior da população vive em grandes áreas urbanas.

O rápido crescimento da população urbana tem trazido as grandes cidades para a linha de frente do planejamento estratégico de missão da igreja. No final de 2013, a Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia realizou uma conferência para os líderes mundiais da igreja intitulada “Chegou a Hora: Recolocando o Foco na Missão Urbana Adventista para o Século XXI”. O propósito desse encontro foi fazer o planejamento estratégico para a missão urbana em todo o mundo (Oliver 2013). A pesquisa descrita neste artigo foi apresentada inicialmente nesta conferência, entre os dias 27 de setembro e 01 de outubro de 2013.

O objetivo desta pesquisa foi entender a condição presente da Igreja Adventista do Sétimo Dia em áreas urbanas com população acima de um milhão de pessoas. A coleta de dados foi feita em julho e agosto de 2013.

Definições Urbanas

Ao longo de anos de estudos urbanos, as definições acerca de como descrever áreas urbanas continuam mudando. As definições variam das terminologias mais básicas em referência a uma cidade, e incluem termos geosociais mais complexos, tais como metrópoles (uma cidade muito grande), megalópoles (uma série de cidades) e, mais recentemente, aglomerados (PUMAIN e MORICONI-EBRARD, 1997). Aglomerados se referem a uma área urbana composta por várias cidades, tais como Tóquio, Chicago, São Paulo, Seul, Nova Déli e Washington, D.C. Eles podem conectar regiões inteiras e, algumas vezes, cruzar fronteiras territoriais, ou até mesmo nacionais.

De acordo com o demógrafo Thomas Brinkoff, em 2013 havia 504 aglomerados urbanos no mundo, com uma população de mais de um milhão de pessoas.[4] Usamos esta informação como base para coletar dados acerca da presença adventista nas maiores áreas urbanas do planeta.

Metodologia

Os dados para este estudo foram coletados através de e-mail gerados por uma base de dados online[5] por um período de quatro semanas durante os meses de julho e agosto de 2013. Das 504 cidades consultadas neste estudo, 500 retornaram informações consideradas válidas. Em cada caso, as informações foram transmitidas através de líderes de uniões, que coletaram os dados em consulta com as associações locais. Cada líder de união recebeu uma lista das grandes áreas urbanas no território deles e parâmetros básicos sobre como definir cada área urbana.

O questionário tinha sete perguntas básicas para determinar a presença adventista nas áreas urbanas:

  • Membresia adventista do sétimo dia total na cidade;
  • Número total de igrejas e grupos;
  • Número total de instituições médicas que a denominação possui e dirige;
  • Número de instituições educacionais que a denominação possui e dirige;
  • Número de casas publicadoras que a denominação possui e dirige;
  • Outras instituições adventistas do sétimo dia que a denominação possui não listadas acima.

 

Com o relatório de 500 áreas urbanas, há um número adequado de amostras para prover um quadro bastante acurado da presença adventista do sétimo dia nas grandes áreas urbanas do globo. Os tabuladores estudaram os dados que foram retornados para remover ou ajustar anomalias. A intenção deste estudo não foi apresentar informações absolutamente precisas, mas prover um quadro geral da saúde da igreja nas grandes cidades.

Distribuição de Áreas Urbanas

Este estudo engloba 500 áreas urbanas de um milhão ou mais de pessoas. Estas incluem 12 aglomerados com uma população de, pelo menos, 20 milhões de pessoas; 29 aglomerados com população de, pelo menos, 10 milhões de pessoas e 74 cidades com população pelo menos 5 milhões de pessoas. Estas grandes áreas urbanas estão espalhadas por todos os continentes habitados. Praticamente metade (236 de 500) destas cidades estão na Janela 10/40.[6]

Mapa 1 – Áreas Urbanas Globais

O mapa 2 demonstra a distribuição de grandes áreas urbanas por nações.[7] De acordo com a base de dados de Thomas Brinkoff, há nove nações com mais de 10 grandes áreas urbanas:

China                                   79

Índia                                    51

Estados Unidos                 50

Brasil                                   21

Indonésia                            15

Rússia                                  15

México                                 14

Japão                                   13

Alemanha                            10

 

Ao todo, há 268 grandes cidades em apenas 9 países. Apenas elas têm uma população de aproximadamente 1 bilhão de pessoas. De maneira clara, as nações mais populosas também têm as áreas urbanas mais populosas, com a China, a Índia e os Estados Unidos liderando o grupo, com mais de 50 grandes áreas urbanas em cada nação. As únicas áreas geopolíticas sem pelo menos uma nação com mais de 10 grandes cidades está na África (o país que tem as maiores cidades é a Nigéria, com 8) e no Oriente Médio (Turquia, 8 e Irã, 7).

Mapa 2 – Distribuição De Grandes Áreas Urbanas Por País

O número de cidades de acordo com as divisões e áreas ligadas à Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia muda o cenário. Considerando que cada divisão da igreja no mundo tem a responsabilidade missionária em seu território, a magnitude do desafio cresce juntamente com o número de grandes cidades.

 

Tabela 1 – Cidades Com Um Milhão Ou Mais De Habitantes Por Divisão

Divisão Cidades com um milhão ou mais
Divisão Norte-Asiática do Pacífico 105
Divisão Norte-Americana 56
Divisão Sul-Asiática 52
União Oriente Médio e África do Norte (Ligada à Associação Geral) 47
Divisão Sul-Asiática do Pacífico 41
Divisão Interamericana

 

34
Divisão Sul-Americana 34
Divisão Inter-Europeia 31
Divisão Euro-Asiática 28
Divisão Africana Centro-Ocidental 26
Divisão Transeuropeia 19
Divisão Africana Centro-Oriental 10
Divisão Sul-Africana e do Oceano Índico 9
Divisão do Pacífico Sul 6
Israel (Ligada à Associação Geral) 1

 

Mapa 3 – Cidades Com Um Milhão Ou Mais De Habitantes Por Divisão

 

Tabela 2 – Cidades Com Um Milhão Ou Mais De Habitantes Por União (mínimo de 10 ou mais por União).

União Cidades com um milhão ou mais de habitantes
União Missão da China                                  (CHUM) 83
União do Oriente Médio e Norte da África    (MENA) 47
União do Norte da Índia 27
União Missão do Ocidente da Indonésia 14
União do Japão 13
União do Sul da América do Norte (NAD) 12
União do Ocidente da Rússia 11
União do Nordeste da Índia 10

 

Mapa 4 – Cidades Com Um Milhão Ou Mais De Habitantes Por União

Mapa do Adventismo em Grandes Áreas Urbanas

Até 30 de junho de 2013, a população global era estimada em 7.133.547.000 de pessoas, ao mesmo tempo, havia um registro total de 17.994.120 membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia. A proporção era de 396,4 habitantes para 1 adventista, um total de aproximadamente 2.522 adventistas por milhão de pessoas em todo o mundo.

Entretanto, se nos olharmos para as 500 cidades com pelo menos um milhão de pessoas, a população total é de aproximadamente 1.704.240.000, sendo a membresia da igreja de aproximadamente 3.111.801. Interpretando, isso significa que em cidades com mais de um milhão de habitantes a proporção de população por membro é de 547,7 por 1, o equivalente a 1.826 membros por milhão de pessoas da população em geral. Como esperado, a média da presença adventista em grandes áreas urbanas é substancialmente pior do que a média global. Estes números confirmam o desafio de trabalhar nas grandes cidades.

Nessa mesma época, havia 143.337 congregações (igrejas e grupos) adventistas do sétimo dia servindo todo o mundo, com uma proporção de 49.767 pessoas por congregação adventista. Assim, na média, cada congregação adventista serve aproximadamente 50.000 pessoas da população mundial.

Em grandes áreas urbanas, entretanto, a realidade é muito mais desafiadora. Nas cidades estudadas havia 19.114 congregações adventistas, com uma população urbana de 1.704.240.000. No momento em que o estudo foi concluído, havia uma proporção de 89.167 habitantes por congregação adventista. Isso significa que, nas grandes cidades, há um aumento de mais de 80 % no número de pessoas servidas por cada congregação adventista. Mais de 23,89 % da população mundial vive nos 500 aglomerados com mais de um milhão de habitantes, mas apenas 13,34 % das congregações adventistas estão nessas áreas.

Áreas Onde a Igreja é Forte

Apesar do quadro geral de fraqueza urbana, é importante observar que várias cidades com mais de um milhão de habitantes têm proporções excepcionais de membros por população. Todas estas cidades estão em áreas onde o pano de fundo religioso-cultural é cristão. Cinco destas cidades estão na África Subsaariana; sete estão na América Latina e uma está no Haiti, a cidade solitária da lista. A única outra cidade com uma proporção bastante forte vem da região cristã da Índia.

 

Tabela 3 – Cidades com proporção de população por membro de 19:1 até 56:1

Lusaka, Zâmbia (19:1)
Harare, Zimbábue
Kigali, Ruanda
Porto Príncipe, Haiti
Santo Domingo, República Dominicana
Cartagena, Colômbia
São Salvador, El Salvador
Kumasi, Gana
Hubli-Dharwar, Índia
Managua, Nicarágua
Manaus, Brasil
Kampala, Uganda
São Luís, Brasil
Barquisimeto, Venezuela (56:1)

 

Em termos de números crus, duas cidades com mais de 2 milhões de habitantes têm mais de 100 mil adventistas: Lusaka (Zâmbia), e São Paulo (Brasil). Há mais 5 cidades com mais de 75 mil membros: Harare (Zimbábue), Lima (Peru), Nova Iorque (EUA) e Porto Príncipe (República Dominicana). No total, há 46 cidades com mais de 20 mil membros.

Mapa 5 – Cidades com Mais de 20 Mil Membros

 

Áreas onde a Igreja é Fraca

Por outro lado, há 119 cidades que têm menos de 125 membros vivendo nelas. Considerando que em 2013 o tamanho médio de uma congregação adventista no mundo era de 125 membros, em cada uma destas cidades não há adventistas suficientes para dar suporte até mesmo um culto tradicional. Trinta e três destas cidades não têm sequer uma congregação adventista. O mapa 6 mostra a realidade geográfica das cidades onde a igreja é mais fraca, predominantemente na região do Norte da África, Oriente Médio e Ásia – também conhecida como a Janela 10/40. Há outras cidades europeias e africanas que fazem parte deste grupo, mas a Janela 10/40 aparece predominantemente.

Mapa 6 – Cidades com Menos de 125 Adventistas

Ao mesmo tempo, há 8 grandes cidades sem presença adventista. Praticamente todas estas cidades estão em países muçulmanos. A única exceção é Pyongyang, na Coreia do Norte. Seis das oito grandes áreas urbanas sem membros adventistas estão na União do Oriente Médio e Norte da África, o que dá um indício do desafio que a igreja enfrenta nesta região.

Tabela 4 – Grandes Áreas Urbanas Sem Membros Adventistas

Ankara, Turquia 0:4.450.000
Cabul, Afeganistão 0:3.350.000
Aleppo, Síria 0:2.900.000
Meshed, Irã 0:2.900.000
Pyongyang, Coreia do Norte 0:2.750.000
Dammam, Arábia Saudita 0:2.200.000
Bursa, Turquia 0:1.850.000
Meca, Arábia Saudita 0:1.740.000

 

Além dessas, há 42 cidades neste estudo com 10 ou menos membros adventistas do sétimo dia.

Tabela 5 – Número de Cidades com 10 ou menos membros por União

26 União do Oriente Médio e Norte da África[8]
7 União do Norte da Índia[9]
4 União Missão Chinesa[10]
1 Israel [11]
1 União do Sudeste (ESD)[12]
1 União do Leste do Quênia [13]
1 União Missão de Sahel[14]
1 União da Coreia[15]

 

Ao mesclarmos o mapa das regiões com a maior membresia adventista em áreas urbanas com o mapa das áreas urbanas onde a membresia é mais baixa (mapa 7), podemos ver uma imagem forte. Com poucas exceções, áreas de maioria cristã são as áreas onde a Igreja Adventista é mais forte em grandes centros urbanos. Áreas dominadas por outras religiões mundiais ou sistema de crenças – islamismo, hinduísmo, budismo, crenças tradicionais chinesas, secularismo e pós-modernismo – são marcadas por uma presença adventista muito fraca.

Mapa 7 – Cidades Por Membresia Adventista

 

Naturalmente, esta divergência geográfica entre áreas onde a igreja a igreja tem uma presença muito forte ou muito fraca é refletida não importando que fatia dos dados é considerada. Congregações, instituições educacionais e instituições médicas mostram a mesma separação geográfica entre as áreas cristãs do mundo e as áreas que representam outras religiões mundiais ou filosofias. A única exceção é o desenvolvimento de instituições educacionais, particularmente na Índia e na Indonésia. O mapa 8 apresenta a presença total de instituições.

 

Mapa 8 – Instituições Adventistas

 

Quando fazemos um balanço entre as áreas em que a Igreja Adventista do Sétimo Dia tem presença forte ou fraca, temos um resultado diferente das proporções gerais de membros e congregações por população. Em cidades com mais de um milhão de habitantes estes índices não são apenas piores do que os índices globais ou por Divisão. Em algumas áreas do mundo, estas proporções são bem baixas em grandes áreas urbanas. Este fato é revelado na tabela 6, que mostra a proporção de membros por milhão de habitantes por Divisão, classificada da mais alta para a mais baixa.

 

Tabela 6: Média de membros da Igreja por Milhão de Pessoas em grandes Áreas Urbanas

 

Divisão Sul-Africana e do Oceano Índico 9.757
Divisão Interamericana 6.854
Divisão Africana Centro-Oriental 6.424
Divisão Sul-Americana 5.154
Divisão Africana Centro-Ocidental 2.563
Divisão Norte-Americana 2.471
Divisão do Pacífico Sul 2.366
Divisão Sul-Asiática do Pacífico 959
Divisão Sul-Asiática 635
Divisão Transeuropeia 553
Divisão Norte-Asiática do Pacífico 488
Divisão Inter-Europeia 452
Divisão Euro-Asiática 329
União do Oriente Médio e Norte da África 15

 

Este quadro é confirmado quando se considera a proporção entre população por igreja, classificada da mais alta para a mais baixa.

 

Tabela 7: População por Congregações em Grandes Áreas

Divisão Sul-Africana e do Oceano Índico 19.448
Divisão Africana Centro-Oriental 25.517
Divisão Sul-Americana 26.330
Divisão Interamericana 29.094
Divisão do Pacífico Sul 51.322
Divisão Africana Centro-Ocidental 55.931
Divisão Norte-Americana 94.356
Divisão Euro-Asiática 136.100
Divisão Transeuropeia 215.873
Divisão Sul-Asiática 228.288
Divisão Sul-Asiática do Pacífico 263.611
Divisão Inter-Europeia 273.213
Divisão Norte-Asiática do Pacífico 310.161
União do Oriente Médio e Norte Da África 4.366.912

 

A presença da igreja em áreas urbanas é extremamente fraca na Janela 10/40, Europa, Leste da Ásia e em regiões fortemente islâmicas, budistas e hindus do Sul e Sudeste da Ásia. Além disso, o extenso processo de revisão de Secretaria na Divisão Sul Asiática, relatados em 2013 e 2014, teriam um efeito deletério, talvez expressivo, nas proporções de membros desta divisão.

 

Planos Para Avanço

A conferência “Chegou a Hora” fez uma série de recomendações e estabeleceu uma série de objetivos, os quais foram adotados pelo Concílio Anual de 2013.[16] O objetivo tem o foco de aumentar a membresia, a presença de congregações e diminuir as proporções. Entretanto, recomendamos que as Divisões e Uniões não busquem meramente melhorar em suas cidades com mais de um milhão de habitantes, mas classifiquem-nas por categorias, e busquem melhorar a presença e proporção em cada uma destas categorias. De outra forma, uma iniciativa em apenas algumas cidades poderá trazer melhorarias na proporção geral de população e congregações, e ao mesmo tempo, deixar muitas grandes cidades sem serem alcançadas eficazmente. O sistema de categorias que apresentamos abaixo usa parcialmente os conceitos de mediana, média, e desvio padrão, mas também reconhece que nesta base de dados as cidades estão aglomeradas desproporcionalmente na extremidade mais baixa da tabela de proporções.

Propomos que a primeira categoria seja a das “grandes cidades mais alcançadas”, aquelas com menos de 50.000 habitantes por congregação. Na prática, o modelo que estamos sugerindo funciona da seguinte maneira quando aplicado à base de dados global das 500 cidades:

 

  • Categoria A: 89 cidades com menos de 50.000 habitantes por congregação;
  • Categoria B: 139 cidades tendo entre 50.000 e 207.000 pessoas por congregação;
  • Categoria C: 103 cidades tendo entre 207.000 e 506.000 habitantes por congregação;
  • Categoria D: 86 cidades tendo entre 560.000 e 1,7 milhão de habitantes por congregação;
  • Categoria E: 83 cidades tendo acima de 1,7 milhão de habitantes por congregação.

 

Esta forma de categorizar expõe novamente a realidade de uma distribuição adventista desigual em grandes cidades, como já foi observado neste artigo. O mapa 9 mostra a distribuição das 89 cidades “categoria A”, as quais estão em grande medida localizadas nas américas, no sub-saara africano e algumas também na Índia, China e Filipinas.

 

Mapa 9 – Proporção de População por Congregação – Categoria A

 

Os mapas 10 e 11 mostram as 86 cidades “categoria D” e as 83 cidades “categoria E” – as menos alcançadas ou não alcançadas grandes áreas urbanas. Há manifestações excepcionais nas Américas do Norte e do Sul, mas a maioria esmagadora destas cidades está na Índia, no Oriente Médio e Norte da África, na União da China e no Sudeste da Ásia.

 

Mapa 10 – Proporção de População por Congregação – Categoria D

 

Mapa 11 – Proporção de População por Congregação – Categoria E

A Vantagem Adventista

Concluindo, vale a pena considerar a vantagem que a Igreja Adventista do Sétimo Dia terá ao tentar alcançar as grandes áreas urbanas, uma vez que colocarmos o nosso foco nisso e planejarmos para isso. Em 1997, uma pesquisa do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas com prefeitos de grandes cidades identificou o que eles perceberam como principais problemas urbanos. Apesar de esta pesquisa ter mais de quinze anos, todos os documentos subsequentes acerca de questões urbanas fazem referência aos problemas listados nela, tornando-a um trabalho muito importante no que diz respeito a estudos urbanos.[17]

A pesquisa listou os seguintes problemas enfrentados pelas grandes cidades em relação à qualidade de vida:

  • Emprego/Criação de trabalho;
  • Coleta e eliminação de lixo sólido;
  • Pobreza urbana;
  • Abrigo e moradia;
  • Água e saneamento;
  • Transporte público e tráfego;
  • Serviços de saúde;
  • Participação social civil.

 

Não há muito o que a denominação Adventista do Sétimo Dia poderia fazer, pelo menos na maior parte do mundo, acerca de coleta e eliminação de lixo sólido; mas quase todos os outros problemas podem ser abordados, pelo menos implicitamente, na mensagem adventista de integralidade e esperança, encontrada nas boas novas de Jesus Cristo como Salvador e Sumo Sacerdote e na mensagem profética dos três anjos de Apocalipse 14. Os adventistas do sétimo dia não deveriam temer que não tenhamos nada relevante para dizer às milhões de pessoas apinhadas nas 500 maiores cidades do mundo. Ao contrário, eles precisam ouvir a nossa mensagem distintiva, uma mensagem que pode transformar vidas à medida que aguardamos a transformação deste mundo na volta de Jesus. Almejamos viver na Nova Jerusalém, mas antes de almejarmos a cidade celestial, há muito o que fazer nas cidades terrestres.

 

 

 

BIBLIOGRAFIA

ASTR. Annual Statistical Report of the General Conference of Seventh-day Adventists, n° 150. Silver Spring, Md.: General Conference Office of Archives, Statistics, and Research. 2014

DESA. World Urbanization Prospects. New York: United Nations, Department of Economic and Social Affairs, Population Division. Disponível em: http://www.un.org/esa/population/publications/wup2007/2007WUP_Highlights_web.pdf, acessado em 1 de outubro de 2014. 2007.

HAUB, Carl. “What is a City? What is Urbanization?”. Population Reference Bureau: http://www.prb.org/Publications/Articles/2009/urbanization.aspx (acessado em 1 de Outubro de 2014). 2009

OLIVER, Ansel. “Adventist Church Implements Assessment Plan for Urban Mission”, disponível em http://news.adventist.org/all-news/news/go/2013-10-25/adventist-church-implements-assessment-plan-for-urban-mission/ acessado em 1 de outubro de 2014. 2013

Pumain, Denise e François Moriconi-Ebrard. City Size Distributions and Metropolisation. GeoJournal, vol. 43, n°. 4 e Urban Systems and the Diversity of Urban Development, pp. 307-314, 1997.

UNDP. Governance for Sustainable Human Developmen

[1] Website do Banco Mundial: http://data.worldbank.org/indicator/SP.URB.TOTL, acessado em 27 de outubro de 2014. Para uma análise completa veja “World Development Indicators: Urbanization”, http://wdi.worldbank.org/table/3.12.

[2] De 1000 pessoas no Canada até 50000 pessoas no Japão. Veja HAUB, 2009.

[3] HAUB, 2009.

[4] População das Cidades, veja

http://www.citypopulation.de/world/Agglomerations.html, acessado em julho de 2013. Atualmente essa lista é de 527 cidades. Cf. PUMAIN e MORICONI-EBRARD, 1997:308.

[5] O questionário foi desenvolvido pelo autor em consulta com líderes da igreja. A base de dados para a reunir as informações foi programada por Evert Nugent, da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, com assistência de Joshua Marcoe, do Escritório de Arquivos, Estatísticas e Pesquisa da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia. A tabulação de dados foi conduzida por David Trim (ASTR) e Richard McEdward (CG). Os mapas para a apresentação foram criados por Jerry Chase, da Associação de Ohio dos Adventistas do Sétimo Dia.

[6] Para a lista oficial da Associação Geral dos países na Janela 10/40, veja ASTR 2014:80-81. Esta lista é essencialmente uma definição revisada da lista da Janela 10/40 do Projeto Josué, http://joshuaproject.net/resources/articles/10_40_window, acessado em 8 de outubro de 2014.

 

[7] População das Cidades, http://www.citypopulation.de/world/Agglomerations.html, acessado em julho de 2013.

[8] Adana, Turquia; Aleppo, Síria; Ahvaz, Irã; Ancara, Turquia; Antalya, Turquia; Basra, Iraque; Bursa, Turquia; Damasco, Síria; Dammam, Arábia Saudita; Érbio, Iraque; Fés, Marrocos; Gaziantep, Turquia; Isfahan, Irã; Konya, Turquia; Marrakesh, Marrocos; Meca, Arábia Saudita; Medina, Arábia Saudita; Meshed, Irã; Mosul, Iraque; Oran, Algeria; Rabat, Marrocos; Sana’a, Iêmen; Shiraz, Irã; Tabriz, Irã; Trípoli, Líbia e Qom, Irã.

[9] Allahabad, Asansol, Dhanbad, Gwalior, Jodhpur, Kanpur e Kota.

[10] Hengyang, Jining, Jixi e Zhuzhou.

[11] Gaza.

[12] Kabul, Afeganistão.

[13] Mogadishu, Somália.

[14] Nouakchott, Mauritânia.

[15] Pyongyang, República Democrática Popular da Coreia.

[16]Disponível em http://news.adventist.org/fileadmin/news.adventist.org/files/news/2013/It_s_Time_document.pdf, acessado em 1 de outubro de 2014.

[17] Governance For Sustainable Human Development, UNDP 1997.